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Dia da Prevenção à Obesidade: uso de canetas emagrecedoras exige acompanhamento médico e rotina saudável

Especialista e paciente alertam que medicamentos como Ozempic e Wegovy funcionam como aliados, mas não substituem exercícios e reeducação alimentar

Neste domingo (11), data em que se celebra o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, o debate sobre o combate a essa condição ganha destaque no Brasil. Com a crescente popularidade de tratamentos à base de canetas subcutâneas, como Ozempic, Wegovy e Monjaro, médicos alertam que a automedicação traz sérios riscos e que os remédios não funcionam de forma isolada.

Segundo o endocrinologista e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Wallace Miranda, o uso desses fármacos — criados originalmente para tratar diabetes e obesidade — deve ser combinado a um novo estilo de vida. “As canetas não competem com a modificação do estilo de vida, e sim precisam agir de forma conjunta para auxiliar na perda de peso”, explicou o médico.

O especialista alerta para os perigos da utilização sem orientação profissional. Entre as reações adversas possíveis estão náuseas, vômitos, prisão de ventre, diarreia e quadros de desidratação grave, que podem inclusive evoluir para insuficiência renal e pancreatite.

A busca por uma vida mais saudável foi o que motivou a consultora comercial Joyce Cardoso, de 31 anos. Ao atingir a marca de 97 kg e perceber o impacto na autoestima e no bem-estar, ela decidiu buscar suporte médico. Com a ajuda de uma equipe multidisciplinar — formada por nutricionista, psicólogo, educador físico e gastroenterologista —, Joyce já eliminou 18 quilos.

Apesar de ter enfrentado julgamentos de pessoas que consideravam a intervenção um “caminho fácil”, a consultora destaca que os exames mostraram grande evolução. “As críticas geralmente eram relacionadas à suposta ‘facilidade’ do tratamento ou aos riscos que ele poderia trazer para a minha saúde. Mas a minha experiência foi justamente o contrário: hoje me sinto muito mais saudável, e exames que antes apresentavam alterações tiveram uma melhora significativa. A caneta não é um atalho, e sim uma ferramenta de tratamento”, afirmou Joyce.

Por fim, o médico Wallace Miranda reforça que a obesidade é uma patologia crônica e requer intervenções contínuas, reforçando que nem todo paciente tem indicação para o uso das canetas. “É necessária uma alimentação saudável, uma alimentação que você consiga manter. Não adianta fazer uma dieta muito restritiva, e sim algo que você consiga manter a vida toda. Atividade física também pela vida toda e medicação em alguns casos”, concluiu o endocrinologista.

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