Parque Matias Matos sem manutenção: moradores reclamam de aguapés na lagoa
A Lagoa do Mocambinho, no Parque Ambiental Matias Matos, na Zona Norte de Teresina, está quase totalmente coberta por aguapés. Segundo especialistas, a proliferação das plantas está relacionada ao despejo de esgoto no local.
O g1 procurou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam) e a Superintendência de Desenvolvimento Urbano Norte (SDU Norte), mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
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A proliferação de aguapés indica a presença de grande quantidade de matéria orgânica na água. Além disso, a cobertura formada pelas plantas dificulta a oxigenação da lagoa e pode provocar a morte de peixes, o que causa mau cheiro na região.
Segundo o biólogo Wendell Kennedy, os aguapés funcionam como bioindicadores e sinalizam desequilíbrios ambientais no ecossistema.
O biólogo afirmou, em entrevista à TV Clube, que a recuperação da lagoa exige mais do que a retirada dos aguapés.
“Então a gente tem que atacar um problema por vez, medida paliativa inicial, fazendo remoção, expondo a lâmina d’água para a luminosidade, para acontecer a fotossíntese. E segundo ponto, atacar literalmente a causa principal do problema, que é o excesso de matéria orgânica dos esgotos que são lançados na região”, explicou.
Aguapés cobrem lagoa da zona norte de Teresina
TV Clube
O especialista também alertou que o problema pode afetar a saúde de animais e pessoas.
“A gente pode ter superpopulações surgindo por causa desse desequilíbrio, assim como aumento da proliferação de mosquitos. Porque o peixe que vive nessa região vai se alimentar das larvas e ovos que são colocados […] Se esses peixes estão morrendo sem a oxigenação que ficaria disponível para eles, justamente por causa dessa lâmina de aguapé que está impedindo, isso vai fazer com que a população de mosquitos exploda e essa superpopulação de mosquitos pode gerar a transmissão de doenças. Então, é um problema decorrendo de outro, justamente causando um efeito dominó”, disse.
De acordo com Wendell Kennedy, o problema é recorrente não apenas no Parque Matias Matos, mas também em rios e outras regiões de Teresina.
*Juliana Cristina, estagiária sob supervisão de Carlienne Carpaso.
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Fonte: G1 Piauí
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